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Notícias/POLÍTICA20/10/2026· KF News

Empresário com contrato na Petrobras deu cargo de conselheiro a Lulinha para captar recursos do Fundo Amazônia

Foto: Divulgação/Metropoles

O empresário Léo Slezynger, dono da petroquímica Unigel, ofereceu a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, um cargo de conselheiro em uma ONG ambiental chamada Brasil Climate Change (BRACC). O convite foi articulado pela lobista Roberta Luchsinger, que se apresentava como sócia de Lulinha. O objetivo era captar recursos do aporte de US$ 500 milhões anunciado pelo então presidente dos EUA, Joe Biden, para o Fundo Amazônia. Dos US$ 500 milhões, Biden conseguiu a aprovação de US$ 100 milhões pelo Congresso americano, equivalentes a R$ 538 milhões, já repassados. Em mensagens trocadas entre Luchsinger e Slezynger, a lobista foi direta: "Chama pro conselho. Paga um salário de conselheiro. Faz ele atuar pra você. Você acha que o pai dele vai querer beneficiar qual fundo? O que o filho é conselheiro e que recebe por isso. Funciona assim… toma lá, da cá." O diagrama da ONG previa Lulinha, a ex-ministra Marina Silva e a própria Luchsinger no conselho estratégico. A deputada Sônia Guajajara estaria no conselho técnico. Em julho de 2023, Lulinha enviou mensagem a Slezynger dizendo estar "feliz que estamos ajudando" em relação à Unigel. A empresa havia sido beneficiada por um contrato de gás natural com a Petrobras, posteriormente anulado pelo Tribunal de Contas da União, que o considerou lesivo à estatal. As informações foram reveladas pela colunista Malu Gaspar, de O Globo. O caso é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Fonte: Metropoles