
Logo após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro no 2º turno, no domingo (25/10/2026), publicações nas redes sociais passaram a circular incentivando empresários a demitir funcionários por terem votado no PT. A matéria destaca que não há confirmação de que todas as manifestações tenham resultado em demissões de fato.
A vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jéssica Ramos Moreno, do PL, conhecida como Jessicão, publicou mensagem direta: "Você tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista? Demita!" Ela também defendeu que consumidores deixassem de contratar serviços de quem apoiou o PT. Lais Jordy, esposa do deputado federal Carlos Jordy, também apareceu em vídeo dizendo que empresários deveriam demitir petistas, argumentando que o voto deles "prejudica o negócio, a família e a vida" dos empregadores.
No Rio de Janeiro, a deputada estadual Índia Armelau, do PL, sugeriu que empresários vasculhassem as redes sociais dos empregados para identificar apoiadores de Lula. O Ministério Público do Trabalho entrou com ação civil pública contra ela, e na terça-feira (27/10) a Justiça do Trabalho determinou que ela retirasse as publicações e parasse de incentivar a discriminação por convicção política, com multa de R$ 5.000 por dia em caso de descumprimento. A deputada afirmou que foi mal interpretada e disse respeitar as escolhas políticas dos trabalhadores.
A legislação brasileira proíbe demissão por motivo de convicção política. Quem for dispensado por esse motivo pode recorrer à Justiça pedindo indenização e reintegração ao emprego. Até a segunda-feira (26/10), o MPT já havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral. Os casos podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.
Fonte: Poder360




